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Não fique preso ao passado! Seis tipos de pagamento que você deve conhecer

Uma revolução nos meios de pagamento já está acontecendo. Você está preparado para ela?

Quando o assunto são tipos de pagamento, o varejo brasileiro ainda é bastante tradicional. Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo mostra que cartões de crédito, débito e dinheiro são onipresentes tanto nas lojas físicas quanto no varejo online. Em 2018, os cartões de débito movimentaram R$ 578 bilhões e os de crédito, R$ 965,5 bilhões, segundo a Abecs, o que mostra a ampla aceitação dos plásticos.

O mundo dos meios de pagamento, porém, não termina aí. A digitalização dos negócios permitiu o surgimento de diversos outros tipos de pagamento pelas transações e muitos deles não são exclusividade do ambiente online. Em todo o mundo, existem exemplos de varejistas utilizando muitas outras formas de pagamento e, nesse processo, eliminando o atrito dos processos de compra e entregando experiências de consumo muito mais agradáveis para seus clientes.

Entre esses tipos de pagamento que poderão em breve estar em sua loja ou na do concorrente estão:

Cartões pré-pagos e gift cards

Esses não são tipos de pagamento novos, mas representam uma oportunidade interessante. Os gift cards movimentaram US$ 160 bilhões no mercado americano em 2018, mais do que os cartões de débito transacionaram no Brasil, e trazem vantagens interessantes, como a possibilidade de trazer o consumidor para o ambiente de loja mais uma vez (já que alguém irá gastar o valor do cartão e, com frequência, consome um pouco mais). Os cartões pré-pagos, por sua vez, representam uma forma interessante de fazer com que o cliente interaja com a marca do varejista, em vez de usar meios mais tradicionais. Além disso, são especialmente úteis para quem não deseja carregar dinheiro e nem usar cartões de crédito: eles funcionam como cartões de débito que não exigem conta em banco ou relacionamento com uma instituição financeira.

Aplicativos de pagamento

Com a presença constante dos smartphones na vida dos consumidores, naturalmente surgiram soluções de pagamento que usam os celulares como base para as transações financeiras. Apple Pay, Google Wallet e Samsung Pay são alguns exemplos de carteiras digitais embarcadas nos smartphones que permitem realizar pagamentos de forma rápida e versátil. O varejo também vem investindo nessa tendência: nas lojas físicas da Starbucks, o cliente pode pagar simplesmente abrindo o aplicativo e apresentando o QR Code, que debita o valor da compra da carteira digital do consumidor.

Pagamento por aproximação

O pagamento por aproximação, feito de maneira totalmente wireless, é frequente em serviços de transporte público. Em cidades como São Paulo, Londres e Paris, o usuário, ao encostar o plástico em um leitor, tem sua entrada liberada e o valor da passagem debitado automaticamente. O pagamento por aproximação não exige nem mesmo que se encoste o cartão e pode adotar outros instrumentos: a fabricante suíça de relógios Swatch fez uma parceria com a Visa para o relógio Swatch Bellamy, que funciona como cartão. Nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, a Visa fez uma parceria com o Bradesco para uma pulseira que funcionava da mesma maneira. Com o uso de tecnologias wireless, qualquer objeto pode se transformar em um meio de pagamento.

Biometria

A leitura de digitais já faz parte do cotidiano de quem usa caixas eletrônicos. Fabricantes de celulares também usam esse sistema, com leitores de impressão digital para o desbloqueio dos aparelhos. As bandeiras de cartões de crédito aproveitaram esses recursos para criar um sistema de autenticação das digitais do usuário, que permite a realização de pagamentos por meio do smartphone a partir de aplicativos.

O reconhecimento facial, porém, é o recurso de biometria que mais tem chamado a atenção no momento, já que permite que o cliente não use nenhum cartão ou celular para pagar. Em Zhengzhou, na China, o grupo Alibaba desenvolveu uma farmácia que possibilita pagamentos via reconhecimento facial. Nela, a partir da integração dos dados de biometria ao Alipay, o sistema de pagamentos do Alibaba, os clientes passam suas compras por terminais de autoatendimento e, na hora de pagar, simplesmente olham para uma câmera. O sistema reconhece quem é o cliente e debita automaticamente o valor da compra de sua carteira digital (já que, na China, o cartão de crédito não tem grande penetração). O mesmo conceito pode ser aplicado em outros países integrando os dados faciais a um número de cartão de crédito.

Na China, o pequeno varejo já encampou a ideia do pagamento por reconhecimento facial. Em uma rua na cidade de Wenzhou, cerca de 20 lojas foram equipadas com o sistema Dragonfly, do Alipay. Trata-se de um equipamento do tamanho de um tablet, que, em 10 segundos, reconhece o rosto e completa a transação. A precisão do sistema é de 99,99%.

Pagamentos em redes sociais

O uso das contas em redes sociais como meio de pagamento já é uma realidade. Na China, claro! Lá, o WeChat é um aplicativo que começou como uma espécie de WhatsApp e hoje é a segunda maior plataforma de pagamentos, com cerca de 33% do mercado local e um bilhão de usuários ativos mensais. A plataforma permite “rachar” a conta com amigos em restaurantes, fazer doações e escanear QR Codes para realizar pagamentos. No e-commerce, recursos como “Pay with Facebook” representam uma tradução desse conceito para os consumidores ocidentais, especialmente nas transações P2P. O sistema suporta cartões de crédito de várias bandeiras e até criptomoedas.

Pagamento transparente

Somando vários desses recursos, como o uso de aplicativos e reconhecimento facial, diversas empresas vêm investindo, nos últimos dois anos, em lojas sem checkout. Na China, a BingoBox é um grande exemplo. Nos Estados Unidos, a referência é a Amazon Go. No Brasil, a Zaitt, com lojas no Espírito Santo e em São Paulo, mostra que esse caminho já é uma realidade.

Nesse tipo de loja, o consumidor é reconhecido (via aplicativo ou reconhecimento facial) ao entrar no ponto de venda, retira das gôndolas os itens que quiser e simplesmente sai da loja com eles. Câmeras identificam os itens que foram comprados e faz o débito do cartão de crédito ou da carteira digital dos clientes.

As opções de meios de pagamento estão se multiplicando, com foco na redução do atrito das transações e em uma melhor experiência de compra para os clientes. Cabe a cada varejista encontrar modelos que sejam aceitos pelos clientes, fáceis de usar, seguros e economicamente viáveis.

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